segunda-feira, 6 de abril de 2015

A VOLTA DOS 80 - ITAMONTE MG

Itamonte é uma pequena cidade do sul de Minas ... porém repleta de atrativos naturais!!!
423 km de BH/ 236 km do Rio/ 270 km de SP

info da cidade e pousadas:
http://www.itamonte.mg.gov.br/
http://www.itamonte.net/portal/

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/





O acesso para a parte alta do Parque do Itatiaia (Garganta do Registro) é feito por Itamonte, bem onde encontra a divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.  Na parte alta ficam o Pico das Agulhas Negras, as Prateleiras e algumas cachoeiras e trilhas maravilhosas.
Como eu tinha apenas um dia, optei por fazer a Volta dos 80 e não subir até o parque.
A Volta dos 80 é uma trilha/estrada que atravessa a Mantiqueira pelo parque do Itatiaia. O trajeto tem aproximadamente 80km, sendo 40 de terra e 40 em asfalto e calçamento.

Comecei o trajeto saindo de Itanhandu, cidade onde tenho parentes e meu padrasto tem uma pousada maravilhosa, a Serra que Chora. De lá até Itamonte são aproximadamente 12km.
A estrada é muito sinuosa, sem acostamento e pede atenção.

Após atravessar a área urbana de Itamonte. na mesma rodovia, segue-se mais ou menos 20km (esses 20km já são contabilizados na volta dos 80 km) até a entrada do Parque, à direita no sentido RJ. Percebe-se que há alguma coisa no local mesmo sem ver as placas de sinalização, pois na entrada do parque ficam lojinhas e lanchonetes que vendem artesanato, trutas, queijos, defumados, tudo uma delícia. No caminho você encontra truticultura, pousadas, restaurantes, pesque pague, passeios de ecoturismo. 

 
Assim que começa a estrada já possível perceber que ela pede atenção e passar por esta na época de chuvas com carro baixo e sem 4x4 deve ser bem difícil, pois no tempo seco com 4x4 já é um desafio rsrs. Começando o trajeto pela entrada do Parque a maior parte do caminho é descida, o que deixa mais tranquila a passagem. Alguns trechos são calçados.
 





No caminho existem várias pousadas muito charmosas, povoados, pinheiros, araucárias, animais silvestres, paisagens encantadoras. No começo da estrada estamos acima das nuvens!!!! 


Após entrar na estrada que dá acesso ao parque, siga mais ou menos 8km até o primeiro entroncamento e vire  a esquerda. Você passará pela pousada dos Lobos e outras casinhas muito fofas (têm vários terrenos a venda e imóveis para alugar).








 Siga sempre as placas que indicam Itamonte e Fragária.
Após mais ou menos 20km chega-se até a cachoeira da Fragárias. Assim que atravessar o povoado de mesmo nome já fique a atento à direita da estrada que avistará a cachoeira de 130mts. A paisagem é incrível.
                                   









Chegar em baixo da cachoeira que não é nada fácil. Não há uma trilha, assim tem que desbravar mesmo. Encontramos um casal que nos acompanhou na aventura. A descida é super íngreme (descemos a partir da estrada principal mesmo), subir depois então..... Ainda assim, a pior parte é na mata, já perto da cachoeira. A umidade do solo é alta o que o deixa escorregadio. Escalamos entre raízes e bambus! Uma aventura e tanto!!!! Valeu a pena. Na cachoeira faz um pouco de frio e é muito escorregadio até o poço principal, mas as corredeiras já são excelentes!!!!

 
 
  Assim que subimos fomos de carro mais 5km e chegamos a um povoado onde fica o Restaurante do Sabor (em frente a um campo de futebol, na beira da estrada). Lá você pode pedir refeição (20 reais por pessoa com truta, arroz, feijão, purê e salada) ou porções (linguiça, truta, carnes, batata...) e bebidas (cerveja 7 reais). A comida estava maravilhosa. No restaurante ficamos sabendo que na pousada Cachoeira de Pedra, no povoado da Fragária, tem mais pontos pra banho.

Após o almoço seguimos na estrada, passamos por um pesque e pague com bar (Serra do Papagaio, 32 km na estrada de terra). Essa última parte da estrada de terra está em melhor estado de conservação e a parte calçada é menos sinuosa e movimentada. Assim, se o intuito for apenas de ir na cachoeira, melhor começar por esse caminho, pegando em Itamonte o acesso para Alagoa (estrada calçada), seguir 18km e entrar na estrada de terra a direita.

Ao terminar a estrada de terra, para ir para Itamonte basta seguir mais 18km na estrada calçada a esquerda. Pra quem quer se deliciar com outras paisagens, vire a direita e siga até Alagoa e depois Aiuruoca (estrada de terra bem conservada).

segunda-feira, 16 de março de 2015

Roteiro Mineiro dos Diamantes - Diamantina, Parque do Rio Preto, Serro, Santo Antônio do Itambé

A região mineira do Circuito dos Diamantes na Serra do Espinhaço é simplesmente... encantadora. Cada cantinho guarda uma singela surpresa.
Diamantina, Parque do Rio Preto, Serro (Milho Verde e Capivari) e Santo Antônio do Itambé. Todas essas cidades fazem parte da história de Minas e do Brasil, por representarem o período do garimpo de Diamantes.
São duas as formas de se conhecer a região, indo pela Serra do Cipó ou pela BR 040. Vou começar pela BR 040 e encerrar pela Serra do Cipó, sugerindo mesmo um circuito.
O ponto de partida é a Br 040 sentido Brasília, que conta com ótimas paradas para comer pão de queijo com linguiça. Após mais ou menos 110km deve-se acessar a entrada para São José da Lagoa e Curvelo. Atravesse Curvelo e no posto de gasolina do final da avenida principal, siga a direita sentido Presidente Juscelino e Gouveia até o trevo de Datas e Diamantina.

Diamantina: 3 dias (city tour, Biri Biri e Conselheiro Mata)
Começando por Diamantina, distante 290km de BH. A cidade guarda elementos históricos únicos e uma boa estrutura turística como hotéis e restaurantes. A vista do paredão de pedras da Serra do Espinhaço compõe o cenário. A cidade é visitada o ano todo, mas especialmente no carnaval (que é todo na rua e dura 24hs, todos os dias), durante as vesperatas (evento musical ao ar livre no qual o maestro guia a orquestra do meio da platéia e os músicos tocam nas varandas das casas que ficam no entorno das mesas da platéia que interage a todo momento com a apresentação/ as vesperatas ocorrem uma ou duas vezes ao mês, em datas pré agendadas, entre abril e outubro) e em julho quando acontece o Festival de Inverno.    
   
Museus e igrejas podem ser visitados, bem como lojinhas de artesanato e o Mercado da cidade. 
O que me atraiu mesmo em Diamantina foi a paisagem do entorno. 
Após o trevo de Datas e Diamantina, mais ou menos 10km, fica a entrada para Conselheiro Mata, local onde foram gravadas cenas da novela Irmãos Coragem. São 20km de terra em bom estado até o povoado que conta com uma pousada, um hostel, quartinhos para aluguel e um bar do simpático Seu Kussú. A cachoeira mais próxima é a das Fadas, com queda d'água alta e poço profundo. Após mais 18km de estrada fica a Cachoeira do Telésforo com uma praia linda de areia branca e fina. 
Mais info: http://encantosprair.blogspot.com.br/2013/06/conselheiro-mata-mg-praia-mineira.html





É no município de Diamantina que fica também o Parque Estadual do Biri Biri, formado por uma antiga fábrica têxtil, a vila de operários que trabalhavam no local, a cachoeira dos Cristais (1km de caminhada) e outras maravilhas. A estrada (11km de Diamantina) não costuma estar em muito bom estado, mas normalmente não é necessário carro 4x4. O caminho já é lindo, com cachoeiras e paredões de pedras. Na vila há casas para aluguel por temporada e um bar. Se for hospedar por lá leve mantimentos, equipamentos de cozinha (na casa tem geladeira, fogão e gás) e roupa de cama. Não pega celular, as vezes da claro ou da vivo.
Mais info e detalhes: http://encantosprair.blogspot.com.br/2013/11/biri-biri-diamantina-mg.html
https://encantosprair.blogspot.com/2019/10/entre-serro-e-diamantina-mg.html

 

Após conhecer Diamantina, seguir na estrada que dá acesso à cidade até São Gonçalo do Rio Preto (54km passando por Couto de Magalhães). Nessa cidade existem praias de rio e o Parque do Rio Preto. É possível se hospedar tanto na cidade quanto no parque (quarto ou camping). Como a estrada pro Parque não é muito boa, é interessante ficar por lá caso deseje visitar o local mais de um dia. 
Dois dias no Parque são suficientes e um dia na cidade. Há guias gratuitos no parque, área de churrasco, vestiários e um bar, mas é cobrada taxa de visitação. O ideal é tirar parte de um dia para curtir a praia e o poção próximos ao bar do parque e um dia para conhecer a trilha que leva para a cachoeira do Criolo e a Sempre Viva. A caminhada é puxada, leve protetor, repelente, alimento e água. O celular não pega no parque. Em alguns pontos dá um sinal ruim da vivo.
Mais info: http://encantosprair.blogspot.com.br/2013/06/parque-do-rio-preto.html



Após conhecer São Gonçalo sugiro conhecer Milho Verde e assim é necessário voltar até o trevo de Datas e seguir sentido Serro (118km) ou ir até Diamantina e pegar a estrada de terra de mais ou menos 40 km até Milho Verde (o que possibilita conhecer a linda divisa entre Serro e Diamantina e a charmosa São Gonçalo do Rio das Pedras). Se estiver de 4x4, vá pela terra.

Outra opção é ir por Serra Azul de Minas (127km) e conhecer primeiro Santo Antônio do Itambé e depois Milho Verde (sem passar pela terra).





A divisa entre Serro e Diamantina fica entre Val e São Gonçalo do Rio das Pedras. Se resume a uma ponte com lindo vale. São Gonçalo tem bares agradáveis, uma arquitetura peculiar e ruas de pedras. 






Milho Verde é um povoado com linda vista para paredões da Serra do Espinhaço e cachoeiras inesquecíveis. Distante 20 km  do Serro, tudo em asfalto, são necessários em média três dias para ir nos principais pontos. 
Milho tem algumas pousadas, nada muito sofisticado e restaurantes (a maioria simples e butecos, mas tem um bistrô mais elegante). Para o dia e para a noite bastam roupas simples, mesmo para curtir a madrugada no Bambuzinho ou no Armazém. É fácil alugar casas para temporada e as pousadas costumam incluir almoço no pacote. O celular que pega melhor é da rede vivo. 
Os pontos imperdíveis são a cachoeira do Moinho (carro para ao lado), o Lageado (caminhada fácil, seguindo o rio até a cachoeira da América do Sul), a cachoeira Nova ou Canelau ou da Lontra (40 min sem sinalização) e a Tempo Perdido (fica no distrito de Capivari e de lá também da para conhecer o Pico do Itambé cuja caminhada é puxada, precisa de guia e dura um dia saindo bem cedo).
Mais info: http://encantosprair.blogspot.com.br/2013/08/milho-verde-mg.html






 

                     


Depois de se deliciar com Milho Verde, sugiro ir para Santo Antônio do Itambé. Nesse caso tem que voltar pra Serro e seguir outra estrada mais 20km. A cidade é simples, com pouca estrutura, mas cachoeiras bem sinalizadas, ótima gastronomia mineira e acesso ao Pico do Itambé.  Celulares não funcionam bem na cidade. Sugiro 2 ou 3 dias em Santo Antônio.
Mais info: http://encantosprair.blogspot.com.br/2013/06/pra-inaugurar.html

 


 


Na volta de Santo Antônio do Itambé seria encantador passar pela Serra do Cipó, seguir de Serro até Itapanhoacanga, Dom Joaquim, Conceição do Mato Dentro, Cardeal Mota, admirando a Serra do Espinhaço.

Não perca a oportunidade de conhecer o Circuito dos Diamantes!!!