terça-feira, 21 de julho de 2015

Arraiá da Lapinha da Serra

" Lapinhá, lapinhô, eu gosto da Lapinha pra tocar o meu tambor"...




Ta aí ...o ritmo da Lapinha da Serra, onde tem uma arraiá daqueles!!!
Todo mês de julho a comunidade se junta para o Arrasta-pé, que acontece na rua acessível a todos!!
Esse post trata da festa junina, mas ha neste blog outro específico da Lapinha.  http://encantosprair.blogspot.com.br/2013/08/lapinha-da-serra.html
http://encantosprair.blogspot.com.br/2017/01/lajeado-rapel-e-festa-de-sao-sebastiao.html

Barraquinhas de comidas e bebidas típicas, enfeites que ressaltam a cultura e o artesanato local e muita música pra espantar o frio. 

Os bares do entorno da igreja também contribuem pra festa e ficam abertos até tarde, servem comes e bebes e também têm música ao vivo. 





A estrutura é suficiente, apesar da festa atrair cada ano mais gente. De todo modo, melhor reservar com antecedência. O preço das estadias ficam um pouco mais salgados durante o evento, mas vale a pena e é possível alugar casas com cozinhas e economizar um pouco. Campings também são uma opção. 


Apesar de ficar cheia, não há tumulto. A festa mantém aspectos interioranos e a tranquilidade da Lapinha. 

 



 




Dicas: leve agasalho!!! faz bastante frio!! Se alugar casa e quiser fazer um churrasco ou uma comida mais sofisticada, leve de fora pra lá, pois nos mercados você acha tudo de limpeza, carvão, gelo, bebidas e alimentos comuns, mas carne só mesmo congelada e poucos tipos de cortes. O frio corta bastante devido ao vento!!!

Além da festança, há ainda as paisagens naturais maravilhosas! O paredão de pedra parece emoldurado pela janela e é possível ir com guia até o Pico do Breu. Fora as cachoeiras que descem do paredão, o lajeado, o bicame e o soberbo. Esses últimos são mais distantes e exigem caminhada! Atualmente é cobrada taxa de visitação.
Além das cachoeiras tem a represa. É possível alugar barco, caiaque, stand up ou uma casa á beira do espelho d'água com vista incrível.

 





Mais informações sobre a Lapinha no site http://www.lapinhadaserra.com.br/

Distância BH: 140km sendo 100km até Cardeal Moto/ Serra do Cipó, 30 até Santana do Riacho e 10 de terra até Lapinha (em estado razoável, nas chuvas há três subidas que ficam bem complicadas).

segunda-feira, 4 de maio de 2015

CATAS ALTAS ...do Santuário e da Serra...

Catas Altas é um cantinho que pode ser visitado com exclusividade ou como parte de um roteiro. Esse roteiro pode ser religioso, englobando visita à Serra da Piedade e ao Caraça ou histórico, envolvendo pinturas rupestres, Ouro Preto e Mariana.



Localizada pertinho de BH, apenas 120km. Infelizmente o acesso não é muito bom, pois é feito pela Br 381, cujo tráfego é sempre uma caixa de surpresa...e  normalmente, não é uma surpresa boa, mas engarrafamentos.
Pra quem quer escapar da 381, pode pegar a 040 e ir por Ouro Preto e Mariana. São muias as curvas da estrada e aumenta a quilometragem para 150km.

A cidade é uma delícia. Com clima ameno, repleta de trilhas para serem feitas com motos, quadriciclos e 4x4, a paisagem chama a atenção pelos paredões e cachoeiras vistas do centro da cidade.

A cidade é famosa pela produção de vinhos de jabuticaba e licores. Em Maio acontece uma festa com shows ao vivo em homenagem ao vinho. Você encontra várias casas com plaquinhas indicando vinhos e esses custam em média 15$ a garrafa de 750ml.

Atualmente você encontra também cervejas , artesanais na maioria dos bares. O La Viola e o Cateretê ficam na praça de frente à igreja. Ambos costumam ter música ao vivo. O La Viola serve comida mineira e tem extenso cardápio de cervejas. O almoço no dia que eu fui era feijoada. Com 25$ comia-se a vontade. A decoração é super interessante, repleta de elementos de época. O dono desse bar produz o Chop Pub.
O Cateretê serve massas, risotos e um crepe...fantástico. Os pratos de massas ficam em torno de 15...32 reais. Os crepes variam de 15 a 20 reais.



Outro bar delicioso é o Confraria. Também com decoração charmosa, música ao vivo, comida mineira e tem uma mesa de sinuca. Esse fica em frente a ponte no caminho da cachoeira Santa. A Confraria produz sua própria cerveja, a 1833.
                                                   

Há ainda um outros restaurantes como o Taberna que tem gastronomia maravilhosa e o Casa de Taipa que serve comida mineira.

Em termos de pousada a cidade tem várias opções. Quase todas são simples porém confortáveis. Eu me hospedei na Nossa Senhora do Rosário, próxima da igreja e com bom preço (100$ o casal com cafe, ventilador, tv e frigobar telefone (31) 3832 7111). O senhor Antonio e sua esposa são ótimos anfitriões.
Mais info: http://www.catasaltas.mg.gov.br/
DDD 31
Terra Mineira: 3832 7615
Laetitia: 3832 7123
Casa Pietá: 3832 7655
Catas das Gerais: 3832 7292
Ecos da Serra: 3832 7658

Quanto aos pontos turísticos, o ecoturismo é o que chama mais a atenção.
Ocorre que fiquei um pouco decepcionada. Um motivo foi o tempo nublado. O outro a falta de sinalização e informações.
A cachoeira Santa é a mais fácil de chegar, pois é possível avistá-la do centro e tem acesso de carro, no final da estrada pede um 4x4, mas quase chegando. Basta passar em frente a Confraria, pela ponte na rua a direita da igreja. Vire a esquerda na ponte e siga, passe sobre o rio Maquine (sobre ele mesmo, por ele). Você avistará a cachoeira. São várias as estradas, muitas se comunicam. Se seguir a esquerda chegará ao trilho do trem, a direita chega na cachoeira.
Perto da Santa fica a cachoeira Maquiné, que dizem ser a mais legal, mas não achei.

Voltando para a estrada que leva a Catas Altes, sentido Santa Bárbara, você avistará uma placa a direita indicando Cachoeiras. Até ai tudo bem...depois...tenha paciência. No começo dessa estrada há uma placa indicando Cachoeira Paraíso. Não a encontrei, mas achei a do Bileto e algumas corredeiras na beira da estrada. Para se chegar na do Bileto você deve seguir uma estrada que tem trechos lindos com eucaliptos (são muitas as plantações de eucalipto e as carvoarias). Após seguir na estrada (depois virar na placa cachoeira paraíso) por 3km você entra a esquerda no rancho Paraíso. dali segue mais 4km e vira a direita em um entroncamento com algumas placas (todas indicam a direita, mas vire a esquerda). Logo a sua frente fica o Bileto, que é como uma corredeira com pedronas e muita gente...

Depois do Bileto voltei até a placa da Cachoeira Paraíso e peguei a estrada a esquerda. Segui 8km em busca da cachoeira da Valéria (em todo site que fala de Catas Altas tem essa cachoeira, nunca imaginei que fosse tão mal sinalizado chegar até ela).
Vá seguindo as placas até que você chega em uma que indica Mato Grosso a direita e Valeria e Paciencia a esquerda. Siga a esquerda até uma capela branca. Dela você avista no pé do morro um ponto de ônibus branco. São uns 8km até a capela.

Vire a direita no ponto branco. Você vai passar por uns 'mata-burro' e por fim, após uns 2km verá umas casinhas (uma vermelha maior e uma branca no alto). Pare o carro na frente da branca. Siga sentido ao bar no alto do morrinho e entre no quebra-costela. Ali começa a curta trilha (5min) e entre no bambuzal. Você sairá na parte baixa da cachoeira. No caminho tem pouca gente pra perguntar, mas dá pra chegar.



O mais legal foi conhecer o Bicame de Pedras, um antigo aqueduto que abastecia as fazendas da região com água. Pra chegar no Bicame é bem sinalizado. O acesso fica na estrada a direita sentido Santa Bárbara.
 


 



Além das paisagens próximas à cidade é possível visitar locais no entorno.

O Santuário do Caraça pertence ao município de Catas Altas, apesar de ficar mais perto de Santa Bárbara e Barão de Cocais. São mais ou menos 30km de estrada e é cobrada taxa de visitação de 10$ por pessoa. O lugar é esplêndido. É possível se hospedar no Caraça também e são várias as pousadas pelo caminho.
No Caraça há uma igreja, a antiga escola para padres, locais para caminhada como trilhas para capelas, praia de rio e cachoeiras. Há uma lanchonete e um restaurante.
http://www.santuariodocaraca.com.br/


Em Cocais, um pouco antes de Catas Altas, logo que sai da 381, você encontra pinturas rupestres e a cachoeira Cocais.
Em Ouro Preto e Mariana, é até difícil listar os inúmeros pontos de passeio.
Enfim, vale a pena conhecer esse cantinho que é Catas Altas.


segunda-feira, 6 de abril de 2015

A VOLTA DOS 80 - ITAMONTE MG

Itamonte é uma pequena cidade do sul de Minas ... porém repleta de atrativos naturais!!!
423 km de BH/ 236 km do Rio/ 270 km de SP

info da cidade e pousadas:
http://www.itamonte.mg.gov.br/
http://www.itamonte.net/portal/

http://www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/





O acesso para a parte alta do Parque do Itatiaia (Garganta do Registro) é feito por Itamonte, bem onde encontra a divisa entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.  Na parte alta ficam o Pico das Agulhas Negras, as Prateleiras e algumas cachoeiras e trilhas maravilhosas.
Como eu tinha apenas um dia, optei por fazer a Volta dos 80 e não subir até o parque.
A Volta dos 80 é uma trilha/estrada que atravessa a Mantiqueira pelo parque do Itatiaia. O trajeto tem aproximadamente 80km, sendo 40 de terra e 40 em asfalto e calçamento.

Comecei o trajeto saindo de Itanhandu, cidade onde tenho parentes e meu padrasto tem uma pousada maravilhosa, a Serra que Chora. De lá até Itamonte são aproximadamente 12km.
A estrada é muito sinuosa, sem acostamento e pede atenção.

Após atravessar a área urbana de Itamonte. na mesma rodovia, segue-se mais ou menos 20km (esses 20km já são contabilizados na volta dos 80 km) até a entrada do Parque, à direita no sentido RJ. Percebe-se que há alguma coisa no local mesmo sem ver as placas de sinalização, pois na entrada do parque ficam lojinhas e lanchonetes que vendem artesanato, trutas, queijos, defumados, tudo uma delícia. No caminho você encontra truticultura, pousadas, restaurantes, pesque pague, passeios de ecoturismo. 

 
Assim que começa a estrada já possível perceber que ela pede atenção e passar por esta na época de chuvas com carro baixo e sem 4x4 deve ser bem difícil, pois no tempo seco com 4x4 já é um desafio rsrs. Começando o trajeto pela entrada do Parque a maior parte do caminho é descida, o que deixa mais tranquila a passagem. Alguns trechos são calçados.
 





No caminho existem várias pousadas muito charmosas, povoados, pinheiros, araucárias, animais silvestres, paisagens encantadoras. No começo da estrada estamos acima das nuvens!!!! 


Após entrar na estrada que dá acesso ao parque, siga mais ou menos 8km até o primeiro entroncamento e vire  a esquerda. Você passará pela pousada dos Lobos e outras casinhas muito fofas (têm vários terrenos a venda e imóveis para alugar).








 Siga sempre as placas que indicam Itamonte e Fragária.
Após mais ou menos 20km chega-se até a cachoeira da Fragárias. Assim que atravessar o povoado de mesmo nome já fique a atento à direita da estrada que avistará a cachoeira de 130mts. A paisagem é incrível.
                                   









Chegar em baixo da cachoeira que não é nada fácil. Não há uma trilha, assim tem que desbravar mesmo. Encontramos um casal que nos acompanhou na aventura. A descida é super íngreme (descemos a partir da estrada principal mesmo), subir depois então..... Ainda assim, a pior parte é na mata, já perto da cachoeira. A umidade do solo é alta o que o deixa escorregadio. Escalamos entre raízes e bambus! Uma aventura e tanto!!!! Valeu a pena. Na cachoeira faz um pouco de frio e é muito escorregadio até o poço principal, mas as corredeiras já são excelentes!!!!

 
 
  Assim que subimos fomos de carro mais 5km e chegamos a um povoado onde fica o Restaurante do Sabor (em frente a um campo de futebol, na beira da estrada). Lá você pode pedir refeição (20 reais por pessoa com truta, arroz, feijão, purê e salada) ou porções (linguiça, truta, carnes, batata...) e bebidas (cerveja 7 reais). A comida estava maravilhosa. No restaurante ficamos sabendo que na pousada Cachoeira de Pedra, no povoado da Fragária, tem mais pontos pra banho.

Após o almoço seguimos na estrada, passamos por um pesque e pague com bar (Serra do Papagaio, 32 km na estrada de terra). Essa última parte da estrada de terra está em melhor estado de conservação e a parte calçada é menos sinuosa e movimentada. Assim, se o intuito for apenas de ir na cachoeira, melhor começar por esse caminho, pegando em Itamonte o acesso para Alagoa (estrada calçada), seguir 18km e entrar na estrada de terra a direita.

Ao terminar a estrada de terra, para ir para Itamonte basta seguir mais 18km na estrada calçada a esquerda. Pra quem quer se deliciar com outras paisagens, vire a direita e siga até Alagoa e depois Aiuruoca (estrada de terra bem conservada).